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Conflito eleitoral entre Ruas e Paes se intensifica com novas denúncias

A disputa entre Douglas Ruas, governador eleito do Rio de Janeiro pelo PL, e o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, gerou um novo capítulo na Justiça Eleitoral, com acusações mútuas sendo apresentadas nesta semana.

Na quarta-feira, Paes protocolou um pedido de investigação contra a chapa de Ruas, alegando irregularidades relacionadas a materiais de campanha e suposta compra de votos. Esse movimento segue uma série de outras ações que escandalizam o cenário político fluminense.

Em resposta, Ruas já havia solicitado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a investigação da campanha do ex-prefeito, acusando-o de uso inadequado dos meios de comunicação. Segundo Ruas, Paes manteve um site destinado a criticá-lo e chegou a mencioná-lo durante um debate, o que, conforme os advogados de Ruas, infringiria a legislação eleitoral já que o site estaria hospedado fora do Brasil.

Além disso, Ruas pede uma análise do canal de WhatsApp conhecido como Exército Dudu. Ele afirma que as mensagens enviadas pelo grupo induzem a uma interpretação equivocada dos resultados eleitorais, sugerindo a possibilidade de um segundo turno, o que não se sustenta legalmente segundo a homologação do resultado pelo TRE-RJ.

Entre os aliados de Paes que foram mencionados nesta acusação, destaca-se Diego Vaz, secretário de Conservação do Rio, que é questionado sobre a possível utilização de recursos públicos em ações ligadas ao referido canal.

Por sua vez, a petição de Paes denuncia uma suposta “estratégia coordenada de desinformação” por parte da campanha de Ruas. Um dos documentos mencionados na petição é um panfleto distribuído no dia da eleição que vinculava Paes ao candidato de Ruas, utilizando o número do partido de Douglas para confundir os eleitores.

Outro panfleto impresso pela campanha de Ruas apresentou Paes como atacando valores cristãos, associando-o indevidamente a temas como aborto e legalização das drogas, acompanhado da frase provocativa: “Evangélico, de que lado você está?”. Essa tática é percebida pela equipe do ex-prefeito como uma tentativa clara de distorcer a imagem de Paes junto ao eleitorado.

Houve também uma referência a panfletos que tentaram estabelecer uma ligação negativa entre a aliança de Paes com Lula e a de Ruas com Flávio Bolsonaro, omitiendo o número do partido concorrente, o que foi interpretado como uma manobra para induzir confusão no eleitor.

A acusação de compra de votos foi outra questão levantada por Paes, que apresentou relatos de várias ocorrências documentadas em plataformas sociais e falou sobre denúncias já enviadas ao TRE-RJ. Entre as evidências, foi citada a prática de compra de votos em São Gonçalo, envolvendo ameaças a eleitores e valores variando de R$ 50 a R$ 200.

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