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Flávio Bolsonaro é Investigado pelo STF em Caso do Filme Dark Horse

Inquérito no Supremo e Acusações de Irregularidades

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito para investigar Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, em relação ao financiamento do filme ‘Dark Horse’, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. As suspeitas incluem crimes graves como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Embora a situação ao redor do filme já fosse conhecida, a investigação aprofundada em relação a Flávio ganhou destaque após a derrubada do sigilo do caso Master.

Ainda sob a sombra do sigilo, a Polícia Federal (PF) continua a realizar diligências para esclarecer a participação de Flávio no financiamento. Mensagens reveladas por um veículo de comunicação indicam que ele solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção, dos quais R$ 60 milhões já teriam sido pagos, conforme planilhas obtidas pela PF.

Defesa de Flávio e Contexto da Investigação

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade, reafirmando em sua agenda de campanha que não há recursos públicos envolvidos, e que todos os investimentos foram feitos por fontes privadas. Contudo, a prestação de contas do filme ainda não foi apresentada, o que levanta questões sobre a transparência do financiamento, que supostamente foi realizado através do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos.

Documentos relacionados à operação indicam uma movimentação financeira significativa, com uma transferência de R$ 1 milhão do ex-marqueteiro de Flávio para a produtora do filme pouco antes do fim de 2025. Essa linha de investigação se concentra em esclarecer se os recursos de Vorcaro, que tem ligação com fraudes, foram realmente alocados para a produção do filme e para outros gastos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente residindo nos EUA.

Desdobramentos e Implicações Legais

A recente homologação da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como ‘Mineiro’, também acendeu novas luzes sobre o caso. Ele admitiu ter transferido somas significativas para o fundo Havengate. Além disso, há uma investigação paralela sobre o suposto uso irregular de emendas parlamentares na produção do filme, envolvendo o deputado Mário Frias e a produtora Go Up, que também está sob o olhar da PF.

A PF destaca a existência de uma organização criminosa que, em conluio entre agentes públicos e privados, estaria desviando verbas públicas sem a devida prestação de contas, podendo levar a um desdobramento significativo de crimes, incluindo peculato e falsidade documental.

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