Diretora Detida por Desvio de Alimentos no Rio
A Justiça decidiu manter Graça Maria Silva de Souza, diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, presa preventivamente. Ela é suspeita de desviar cerca de 70 quilos de alimentos destinados às detentas da unidade prisional feminina em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A decisão ocorreu após uma audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, em que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) defendeu a continuidade da prisão. Graça foi abordada por equipes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Ssispen) e da Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) após denúncias de possíveis irregularidades na destinação dos alimentos.
Durante a operação, os agentes encontraram no porta-malas de seu carro uma quantidade significativa de produtos, incluindo carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados.
Segundo investigações preliminares, esses alimentos saíram do presídio sem a devida documentação, como notas fiscais ou autorizações administrativas, o que configura uma grave falta administrativa.
Ao ser levada à 21ª DP (Bonsucesso), Graça foi autuada em flagrante pelo crime de peculato, que se refere ao desvio ou apropriação indevida de bens públicos, uma acusação séria para um funcionário que ocupa uma posição de confiança.
Consequências e Ações da Seppen
O Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do MPRJ (NACAC) solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva, alegando a gravidade dos fatos e a repercussão negativa que as ações de Graça podem ter na ordem pública. A Justiça acolheu o pedido, ressaltando a responsabilidade ocupada por Graça na administração do presídio.
Além do afastamento imediato da diretora do cargo, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) anunciou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar sua conduta.
Em nota, a Seppen reafirmou que não tolera desvios de conduta de seus servidores e que mantém ações contínuas para combater irregularidades.
Caso Graça seja condenada, enfrenta não apenas a possibilidade de perder seu cargo, mas também a chance de ser exonerada do serviço público em sua totalidade. A defesa da diretora ainda não foi encontrada, e o espaço permanece aberto para qualquer posicionamento.
Operação em Clínica de Estética
Em outra operação realizada na mesma data, policiais civis atuaram contra uma clínica de estética em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. A investigação indicou que o local estava realizando procedimentos estéticos invasivos sem as devidas autorizações e com profissionais sem registro.
A responsável pelo estabelecimento foi presa em flagrante durante a ação.