O Desaparecimento Trágico
Bruno Fernando Rego, um brasileiro de 28 anos e motorista de aplicativo, estava desaparecido na França desde 5 de julho. Natural de Capivari, São Paulo, ele fez seu último contato naquele dia e não retornou às comunicações com amigos e familiares.
A confirmação de sua morte foi feita por sua irmã, Beatriz Rego, que revelou que o corpo de Bruno foi encontrado três dias após seu desaparecimento, em 8 de julho. No entanto, a família só recebeu essa informação em 7 de setembro, mais de dois meses depois, o que gerou uma série de desdobramentos e uma investigação intensa.
A Campanha e o Contexto Pessoal
Beatriz liderou uma campanha para localizar o irmão, mobilizando a comunidade brasileira e voluntários em Paris, onde Bruno trabalhava para juntar dinheiro e ajudar no tratamento de saúde da filha de 4 anos, que vive no Brasil. A menina sofre de sequelas neurológicas devido a um engasgo, e Bruno esperava aumentar sua renda na França, onde os salários eram significativamente mais altos.
No país europeu, Bruno atuava como motorista independente, realizando viagens tanto para aplicativos quanto longas distâncias, e utilizava casas de apoio em Paris para descansar. O desaparecimento ocorreu em circunstâncias suspeitas, com sua vestimenta e telefone presentes, mas pertencentes e documentos pessoais deixados para trás.
As Circunstâncias do Desaparecimento
O alerta sobre seu desaparecimento foi dado por um amigo próximo que tentava contatá-lo diariamente. Preocupado após o silêncio de Bruno, o amigo acionou a família. Beatriz destaca que o brasileiro saiu apenas com a roupa do corpo, e o carro alugado que ele usava, que possuía sistema de rastreamento, não foi localizado pelas autoridades.
A investigação apresentou dificuldades adicionais, uma vez que a legislação francesa contempla o chamado “direito de desaparecer”, permitindo que adultos se afastem voluntariamente sem consequências legais. Assim, Beatriz, que reside em Portugal, registrou um boletim de ocorrência naquele país para que as autoridades portuguesas pudessem encaminhar o caso à polícia francesa.
A Auxílio Consular e as Frustrações da Família
Durante o período do desaparecimento, o Itamaraty confirmou que prestava assistência consular à família por meio do Consulado-Geral do Brasil em Paris. Mesmo assim, Beatriz e demais familiares expressaram frustração pela falta de informações sobre o progresso da investigação. Eles forneceram detalhes sobre o carro usado por Bruno e contatos de testemunhas, mas a resposta das autoridades francesas foi considerada inadequada.
O caso de Bruno destaca não apenas as dificuldades enfrentadas por brasileiros vivendo no exterior, mas também levanta questões sobre a segurança e a eficiência das investigações em situações delicadas como o desaparecimento de um cidadão.