Operação Castratio da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Castratio, com foco em investigações sobre fraudes em contratos de castração e esterilização de animais. O montante apurado até o momento gira em torno de R$ 200 milhões. Entre os alvos da ação está o escritório de advocacia do deputado federal reeleito Marcelo Queiroz, do PSDB.
As irregularidades constatadas pela PF envolvem contratos estabelecidos entre o Governo do Rio de Janeiro e uma empresa privada, onde foram identificados superfaturamentos, direcionamentos e fraudes em licitações.
Segundo as investigações, a operação busca desmantelar uma organização criminosa que atua dentro da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seappa).
Ações e mandados cumpridos
Neste terça-feira, a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em Niterói, Região Metropolitana. As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e uma das localidades visadas é o escritório de Queiroz, que ocupou a liderança da Seappa entre 2019 e 2022. Outras pessoas ligadas ao deputado também são investigadas, e ele recebeu 58.739 votos nas eleições recentes.
Na primeira fase da operação, realizada em maio, Queiroz enfrentou a apreensão de seu celular em sua residência.
Naquela ocasião, foram executados 12 mandados em várias localidades, incluindo a capital fluminense e o interior do estado, assim como em cidades de São Paulo.
Investigação em andamento
Os materiais coletados na fase inicial levaram à presente investigação, que visa compreender a amplitude da organização criminosa e suas ações ilegais. Os delitos em apuração podem incluir peculato, corrupção (tanto ativa quanto passiva) e lavagem de dinheiro, além de outras possíveis infrações que possam surgir ao longo do desenrolar do caso.
Em comunicado enviado ao O DIA em maio, Queiroz expressou que a tentativa de associar sua imagem a problemas do Governo do Estado resulta de alegações infundadas durante sua campanha para a Prefeitura do Rio em 2024. Ele não apoiou o candidato do ex-governador do estado.
A reportagem também busca um novo posicionamento do deputado a respeito das ações recentes.
O espaço permanece aberto para manifestação. O O DIA também tentou contato com o Governo do Rio e a Seappa, mas até o momento não obteve respostas.