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PM e Assessor Parlamentar Presos em Operação de Exploração Sexual

Desmantelamento de Rede Criminosa

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou uma operação na manhã desta quarta-feira, visando desmantelar uma rede criminosa envolvida na produção de vídeos de exploração sexual de adolescentes. A ação foi realizada em Niterói, São Gonçalo e Maricá, resultando na prisão de oito suspeitos, incluindo um 3º sargento do 1º BPM de São Gonçalo.

O foco da operação foi cumprir mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão, como parte de uma investigação que já se arrastava desde julho deste ano. O caso chegou à 74ª DP (Alcântara) após uma denúncia feita pelos pais de uma adolescente de 16 anos que relataram abusos sofridos por sua filha. Mudanças no comportamento da jovem levantaram suspeitas que acabaram por revelar um cenário alarmante de violência sexual.

As Prisões e os Suspeitos

Dentre os detidos, destaca-se Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor parlamentar da Câmara Municipal de Niterói, acusado de abusar da adolescente. Após sua prisão em Icaraí, foram encontrados dois notebooks e celulares que continham evidências relevantes para as investigações. Imagens de câmeras de segurança e dados digitais ajudaram a identificar outros membros da organização criminosa.

Além de Matheus, o 3º sargento da PM, Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, e Carlos Alberto Lucio Bittencourt Filho, assessor da deputada federal Talíria Petrone, estavam entre os presos. Todos enfrentarão acusações graves, incluindo estupro de vulnerável e exploração sexual de adolescentes.

O Funcionamento do Esquema Criminhoso

A investigação revelou uma estrutura de poder em que as vítimas eram tratadas como “escravas” e os perpetradores se autodenominavam “senhores”. As vítimas eram ameaçadas com a divulgação de vídeos gravados, sendo forçadas a participar de novos abusos sob pressão psicológica e física. O delegado Antônio Salvino, da 74ª DP, destacou que a brutalidade enganou as vítimas, que se viram presas em um ciclo de chantagem.

A Resposta das Autoridades

A operação contou com o suporte da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, que acompanhará de perto os desdobramentos da investigação. A corporação ressaltou sua zero tolerância a comportamentos inadequados por parte de seus membros e que tomará as medidas cabíveis assim que as irregularidades forem confirmadas.

Este caso expõe uma realidade alarmante de exploração sexual de adolescentes, reforçando a necessidade urgente de ação contundente das autoridades para proteger os mais vulneráveis e punir os responsáveis por essa violência inaceitável.

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