Contraste nas Sessões da Alerj
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está passando por uma fase de transição a poucos dias da eleição. Com 25 dias para o pleito, a dinâmica das sessões legislativas demonstrou um contraste significativo entre a presença no painel eletrônico e a realidade do plenário. Embora 70 deputados tenham acesso remoto durante as votações, a participação física está em queda. Em uma sessão recente, apenas dez parlamentares estavam presentes, enquanto no dia seguinte foram somente cinco, resultando em sessões que duram entre 20 e 30 minutos.
Deputados em Campanha
A possibilidade de votação remota foi instituída durante a pandemia, mas agora se revela uma prática comum. No dia da votação, o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), que também é candidato ao governo, foi flagrado em uma agenda de campanha enquanto seu nome estava registrado como presente. Outras figuras políticas, como a deputada Zeidan (PT) e André Corrêa (PSD), também optaram por priorizar compromissos eleitorais durante as sessões.
Presença Remota e Atuação Legislativa
Na avaliação de muitos deputados, a votação remota acaba se tornando uma norma, dificultando debates mais profundos sobre as propostas discutidas. Carlos Minc (PSB) criticou a situação, afirmando que, sem a presença física, a intensificação dos diálogos e a coleta de apoio para emendas tornam-se mais desafiadoras.
Projetos Aprovados e Pendências na Alerj
Durante essas sessões reduzidas, 19 projetos foram aprovados, a maioria deles com caráter de homenagem. Projetos considerados estratégicos permanecem paralisados, como o que propõe a transação tributária e as propostas de responsabilidade fiscal e regramento do convênio para a Copa do Mundo Feminina. Enquanto isso, a Alerj defende que continua a trabalhar intensamente, analisando e aprovando propostas relevantes para o estado, mesmo que a maioria dos deputados esteja se movimentando em suas campanhas fora do plenário.