A investigação que culminou na operação desta quinta-feira contra um suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia do governo do estado, começou com uma abordagem policial a Caroline Soares Barros. Em 9 de janeiro deste ano, ela foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, dinheiro sacado em uma agência bancária de Teresópolis e levado sob escolta armada de vigilantes privados. A partir da apreensão do dinheiro, da quebra de sigilos e da análise do computador da investigada, o Ministério Público afirma ter desvendado uma organização criminosa que fraudava licitações, direcionava contratos públicos e lavava recursos desviados do instituto.
Instituto Rio Metrópole: Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Quer reduzir número de secretarias: Desembargador Ricardo Couto estima ter mais 60 dias no governo e quer cortar ao menos R$ 5 bilhões de gastos Em nota, o Governo do Estado informou que a operação desta quinta-feira teve origem em auditorias da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que apontaram indícios de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM). O governo afirmou que encaminhou os relatórios ao Ministério Público e destacou que a atual diretoria do instituto foi nomeada na gestão de Cláudio Castro, com mandato até dezembro de 2026. Para o Ministério Público, Caroline é uma das personagens centrais do esquema e recebe o apelido de “a mulher da mala”.
Segundo os promotores, cabia a ela retirar os recursos do sistema financeiro. A acusação sustenta que ela presidia o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade que recebia repasses das empresas contratadas pelo IRM, transferia quase todo o dinheiro para sua conta pessoal, realizava saques em espécie e transportava os valores para destino desconhecido, dificultando o rastreamento dos recursos públicos. Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso 1 de 9 Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole, após ser preso — Foto: Fabiano Rocha / Agência 2 de 9 Delegado Franquis Dias Nepomuceno após ser preso pela Polícia Federal — Foto: Fabiano Rocha/Agência 3 de 9 Na foto, o delegado Francis Dias Nepomuceno, preso — Foto: Fabiano Rocha / Agência 4 de 9 Caroline Soares Barros é escoltada por um policial — Foto: Fabiano Rocha/Agência 5 de 9 Polícia Civil e Ministério Pública realizam opoeração de combate aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM).
Na foto, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole, após ser preso — Foto: Fabiano Rocha / Agência 6 de 9 Polícia Civil e Ministério Pública realizam opoeração de combate aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM). Na foto, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole, após ser preso — Foto: Fabiano Rocha / Agência 7 de 9 Polícia Civil e Ministério Pública realizam opoeração de combate aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM) — Foto: Fabiano Rocha / Agência 8 de 9 Polícia Civil e Ministério Pública realizam opoeração de combate aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM) — Foto: Fabiano Rocha / Agência 9 de 9 Polícia Civil e Ministério Pública realizam opoeração de combate aos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM) — Foto: Fabiano Rocha / Agência Comunidade do Muquiço: Policial baleado na cabeça conseguiu dirigir viatura por cerca de 150 metros para fugir de ataque de traficantes no Rio Presa na operação desta quinta-feira ao lado do presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, do diretor Franquis Dias Nepomuceno e de outros integrantes da cúpula da autarquia, Caroline é apontada pelo Ministério Público como integrante da organização criminosa que teria fraudado licitações, direcionado contratos públicos, inflado aditivos e lavado dinheiro por meio de empresas privadas e de uma entidade sem estrutura operacional. Segundo a investigação, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, Caroline realizou 13 saques, que totalizaram R$ 3,025 milhões em dinheiro vivo.
Duas retiradas chegaram a R$ 500 mil cada. Para os promotores, a retirada sistemática do dinheiro vivo era uma forma de dificultar seu rastreamento. Petição: Cedae quer suspender acordo que pode causar R$ 25 bilhões de prejuízo para a empresa até 2050 A denúncia sustenta que Caroline ocupava uma posição estratégica porque acumulava funções.
Desde 2022, ela exercia cargo comissionado no Instituto Rio Metrópole e era fiscal dos contratos firmados com as empresas Engeconsult e R. Peotta, justamente as mesmas que, segundo o MP, posteriormente transferiam recursos para o Instituto BIO, entidade presidida por ela. Para os investigadores, quem deveria fiscalizar a execução dos contratos era, ao mesmo tempo, responsável pela instituição que recebia parte do dinheiro pago às contratadas.
Na avaliação do Ministério Público, o Instituto BIO funcionava como uma entidade de fachada. A denúncia afirma que a instituição não possuía funcionários registrados e não apresentava estrutura compatível com os milhões de reais que recebeu em contratos de consultoria. Nas redes sociais, o Instituto BIO é apresentado como escola de bio culinária que atua na “formação de biochefs”.
Na apresentação da ONG no Facebook, a descrição acrescenta que o instituto fomenta a “transição agroecológica ao alimento puro, orgânico saudável, compassivo, local, sazonal, além de fortalecimento da economia solidária e do comércio justo”. Já o site da organização afirma que o “Instituto BIO nasceu em 2010 de um sonho da advogada e BioChef Carol Barros, a Karuka, que aos dez anos de idade já sabia que ética e altruísmo estariam no coração de suas ações e que o alimento seria o motor propulsor desse propósito”. Governador em exercício: Parar o ‘empresário mais nocivo do Rio’ é um dos caminhos para aumentar arrecadação, diz Couto sobre Ricardo Magro Outro elemento considerado relevante pelos investigadores foi o material encontrado no computador de Caroline durante as buscas.
Segundo a denúncia, havia arquivos editáveis de relatórios apresentados pelas empresas contratadas ao IRM, documentos internos de processos administrativos da autarquia e propostas técnicas utilizadas nas licitações. Para o Ministério Público, o conteúdo reforça a tese de que integrantes do grupo compartilhavam documentos que deveriam permanecer separados entre contratante e contratadas. Ao descrever a função exercida por Caroline, os promotores afirmam que ela era o elo entre o dinheiro público desviado e seu destino. Preso em flagrante: Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia; ele será levado para Bangu 8 está tentando contato com a defesa de Caroline e ainda não conseguiu retorno.
Desembargador Ricardo Couto estima ter mais 60 dias no governo e quer cortar ao menos R$ 5 bilhões de gastos Parar o ‘empresário mais nocivo do Rio’ é um dos caminhos para aumentar arrecadação, diz governador interino Ricardo Couto Policial baleado na cabeça conseguiu dirigir viatura por cerca de 150 metros para fugir de ataque de traficantes no Rio Cedae quer suspender acordo que pode causar R$ 25 bilhões de prejuízo para a empresa até 2050 Desordem na praia: Prefeitura do Rio criará dois depósitos públicos; espaços clandestinos cobram R$ 50 por carrinho guardado Pé-Sujo & Pé-Limpo: Naquela mesa estão faltando eles As melhores rodas de samba 2026: júri d elege os pagodes imperdíveis do Rio; veja ranking CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME DO RIO COMO SÃO OS ROUBOS NO SEU BAIRRO