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Rio de Janeiro Lança Programa de Corredores Ecológicos na COP17

Introdução ao Programa Estadual de Corredores Ecológicos

O governo do estado do Rio de Janeiro anunciou uma grande iniciativa durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), realizada na Armênia. Foi publicado um decreto que institui o Programa Estadual de Corredores Ecológicos (Pece). Essa nova política inovadora estabelece a gestão de corredores ecológicos para ambientes terrestres, marinhos e costeiro-marinhos, reconhecendo a importância dessas conexões para a conservação da biodiversidade.

O objetivo principal do programa é enfrentar a fragmentação dos ambientes naturais, que é um dos grandes desafios da conservação da Mata Atlântica. Essa fragmentação isola populações de animais e plantas, ameaçando a manutenção da diversidade biológica. A iniciativa busca fortalecer as ligações entre unidades de conservação, fragmentos florestais e ecossistemas aquáticos, como rios e manguezais.

Expectativas e Oportunidades

“Precisamos olhar para a conservação da biodiversidade para além dos limites das unidades de conservação. A natureza não reconhece fronteiras administrativas. Queremos que a proteção da biodiversidade também gere oportunidades de desenvolvimento”, destacou Rodrigo Mascarenhas, secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade.

O programa abrange não apenas corredores terrestres, mas também marinhos e costeiro-marinhos, levando em consideração áreas cruciais para a reprodução e alimentação de diversas espécies. Entre os ecossistemas contemplados estão manguezais, estuários e recifes, importantes tanto para a biodiversidade quanto para a economia local.

Investimentos e Envolvimento da Comunidade

Na prática, o foco será a priorização de investimentos em restauração florestal, visando conectar fragmentos de Mata Atlântica e recuperar áreas degradadas.

Outra iniciativa importante é o envolvimento dos proprietários rurais e do setor produtivo. Isso será realizado através de incentivos como pagamento por serviços ambientais e apoio à agroecologia, promovendo práticas sustentáveis.

Adicionalmente, o programa implementará medidas para mitigar a fragmentação causada por rodovias, incluindo a construção de passagens de fauna, que facilitarão o deslocamento dos animais entre as áreas naturais.

Ações nos Ambientes Marinhos

Nas áreas marinhas e costeiras, as ações buscarão proteger manguezais e identificar rotas migratórias, além de apoiar atividades de pesca artesanal e turismo sustentável. Estas medidas visam não só a conservação, mas também a promoção da chamada economia azul, que gera empregos e fomenta o desenvolvimento sustentável.

Com este novo programa, o Rio de Janeiro se posiciona como pioneiro em iniciativas de sustentabilidade, promovendo um futuro onde a conservação da biodiversidade esteja alinhada ao desenvolvimento econômico e social.

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