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Polícia prende sócio oculto de construtora após trágico desabamento

Acidente trágico e suas consequências

A Polícia Civil de São Paulo prendeu neste domingo Ronaldo Vivacqua, identificado como ‘sócio oculto’ de uma construtora responsável pela obra do prédio que desabou na Penha, Zona Leste, na madrugada de sábado, resultando na morte de seis pessoas. Infelizmente, entre as vítimas estavam uma família de imigrantes bolivianos.

Na data do acidente, chovia intensamente, o que pode ter contribuído para a tragédia.

O Corpo de Bombeiros confirmou o total de seis óbitos: três mulheres, uma menina e dois homens. Os esforços das equipes de resgate foram intensos, e apenas uma criança e um homem conseguiram ser retirados dos escombros com vida. Atualmente, eles estão internados e devem receber alta em breve.

As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas oficialmente. A atualização final dos Bombeiros confirmou que todas as vítimas foram localizadas e que o local agora está sob responsabilidade das autoridades competentes para prosseguir com os trabalhos periciais necessários.

Investigação e detenções

A prisão de Ronaldo foi determinada após a Justiça ter decretado a prisão temporária de outros dois suspeitos ligados à obra: Cristiano Vivacqua, seu filho e engenheiro responsável pelo projeto, e Isis Brandão, registrada como proprietária da empresa.

Ambos estão foragidos.

A Polícia Civil apontou que, embora Ronaldo não apareça formalmente como sócio nos documentos da construtora, várias testemunhas e documentos indicam sua participação ativa na administração da obra. A delegada Safira Borges Moreira Parente afirmou que ele foi identificado como um sócio oculto.

Defesa e estado da obra

O advogado da construtora defende que Ronaldo não exercia funções administrativas e que sua presença na obra se limitava a acompanhar seu filho. Com isso, planeja solicitar a revogação da prisão.

O prédio de 12 andares que desabou estava com a obra embargada pela Prefeitura.

Na madrugada de sábado, quando o desabamento ocorreu, as condições climáticas adversas foram um fator adicional ao estado já crítico da construção. As equipes de resgate, contando com 70 bombeiros e auxílio de viaturas e cães de busca, trabalharam arduamente ao longo do fim de semana para recuperar as vítimas e investigar as circunstâncias do desabamento.

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