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Museu do Clube da Esquina sofre vandalismo em Belo Horizonte

Atentado Cultural em Belo Horizonte

O Museu Clube da Esquina, localizado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026. O incidente ocorreu durante a madrugada, quando a fachada do local, marcada por sua histórica importância, foi respingada com tinta vermelha.

O endereço, que se cruza entre as ruas Divinópolis e Paraisópolis, carrega a memória de encontros icônicos de figuras proeminentes da música brasileira, como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta.

Nos anos 60, esses artistas se reuniam naquele espaço para criar e inovar, contribuindo para o desenvolvimento da Música Popular Brasileira (MPB).

Hoje, o museu ainda serve como um palco para apresentações de músicos ligados ao movimento, perpetuando o legado cultural que se iniciou há décadas. As marcas de tinta na fachada branca revelam a brutalidade do ato, que chocou a comunidade e os amantes da cultura.

Em resposta ao vandalismo, o vereador Bruno Pedralva (PT) classificou o ato como “criminoso” e enfatizou a importância do local, que representa uma resistência cultural significativa durante a ditadura militar no Brasil.

A deputada estadual Lohanna França, eleita recentemente para a câmara federal pelo Partido Verde, também se manifestou nas redes sociais. Ela considerou o episódio como “inadmissível” e um “desrespeito à rica cultura brasileira”.

A reportagem está em contato com a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil para mais informações sobre a investigação do caso, que levanta preocupações sobre a preservação da memória cultural e os desafios enfrentados por espaços dedicados à arte e à história.

O vandalismo ocorreu em um momento em que o Brasil celebra seu patrimônio musical, fazendo refletir sobre a necessidade urgente de proteger e respeitar os locais que remontam à luta e expressões da sociedade.

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